domingo, 30 de novembro de 2008

Pedigree do Mês

Palácio J.B.

Proprietário: Mário Guilherme Gonçalves (Haras Solú - Santo Antônio de Pádua/R.J.)

domingo, 23 de novembro de 2008

Dominó de São Joaquim

Dominó de São Joaquim (Herdade Oceano x Baliza da Preguiça)


O criatório “São Joaquim” teve certa influência na cidade de Miracema. Importantes animais vieram desse tradicional criatório de Mimoso do Sul/E.S. Dos animais utilizados em Miracema tivemos:
- Cuíca de São Joaquim (Herdade Oceano x Fortuna de São Joaquim) que sagrou-se 2º. Prêmio e Reservada Campeã Júnior em Miracema/82.

- Dama de São Joaquim (Herdade Oceano x Novela de São Joaquim) que sagrou-se 1º. Prêmio e Campeã Júnior em Miracema/83 e 1º. Prêmio e Campeã Júnior em Santo Antônio de Pádua/83.

- Dominó de São Joaquim (Herdade Oceano x Baliza da Preguiça)

- Delírio de São Joaquim (Herdade Oceano x Sanja de São Joaquim) ficou sob propriedade do criador Mário Guilherme Gonçalves.

- Diadorim de São Joaquim (Herdade Oceano x Beduína da Preguiça) sagrou-se Campeão Cavalo Jovem na Estadual de Leopoldina/84 e Reservado Grande Campeão da Raça em Leopoldina/86.

- Fortuna de São Joaquim (Livro Aberto)

- Gigi de São Joaquim (Coringa de São Joaquim x Beduína da Preguiça) sagrou-se Campeã Mirim na Estadual de Leopoldina/84.

Lembrando que os animais citados se tornaram importantes reprodutores e matrizes dentro da raça Mangalarga Marchador.

Exposição Agropecuária de Miracema/1983

Julgamento Cavalo Júnior

Vista da pista de julgamento na Exposição Agropecuária de Miracema em 1983. A categoria disputada era de Cavalo Júnior, e tivemos como Campeão o animal Angaí Fidalgo (Abaíba Bem Ti Vi x Angaí Serena), propriedade de Jefferson Alves Moreira (Haras São Geraldo - Miracema/R.J.)

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Fazenda Florianópolis

Matrizes da Fazenda Florianópolis

A Fazenda Florianópolis situada no município de Miracema/R.J. iniciou sua criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador no início da década de 80. O criador Sr. João Pinto Coelho, titular do sufixo Florianópolis, teve como primeiro animal o potro Diamante do Encanto, que foi presente do amigo Márcio Mattos de Faria (Haras Palha). Diamante era filho do Livro de Mérito MM7 e MM8 Herdeiro Tabatinga (Herdade Jupiá x Tabatinga Alhambra) na égua Hematita do Encanto, importante matriz do criatório de André Maurício Miranda (Haras do Encanto). Produziu Alfa do Encanto (x Tabatinga Mondego), Diamante do Encanto (x Herdeiro Tabatinga), Gemma do Encanto (x Tabatinga Mondego) e Iolita do Encanto (x Apache A.J.), todos importantes animais na reprodução.
Diamante era um belo exemplar da raça Mangalarga Marchador, detinha um pedigree de grande qualidade e pelos motivos o Sr. João Pinto Coelho resolveu adquirir algumas matrizes para iniciar seu trabalho de seleção na Fazenda Florianópolis. Podemos citar como matrizes de destaque:
- Conquista de H.M. (Castanha registrada 9608 - 4, Criador Heloísio Amorim Machado - Fazenda São Pedro) => Na Fazenda Florianópolis produziu Alteza da Florianópolis (x Diamante do Encanto), Capricho da Florianóplis (x Diamante do Encanto) e Sobermo da Florianópolis (x Diamante do Encanto).

- Segurança da Saudade (Castanha registrada 21945 - 4, Criador Jefferson Alves Moreira - Fazenda São Geraldo) => Seguraça da Saudade teve como produção Princesa da Florianópolis (x Diamante do Encanto), Jandaia da Florianópolis (x Diamante do Encanto) e Carinhoso da Florianópolis (x Diamante do Encanto)

- Primeira da Florianópolis (Alazã registrada 24945 - 4, João Pinto Coelho - Fazenda Florianópolis) => Uma importante matriz da Fazenda, produziu Rainha da Florianópolis (x Diamante do Encanto), Curumim da Florianópolis (x Diamante do Encanto), Nevoeiro da Florianópolis (x Diamante do Encanto) e Safira da Florianópolis (x Florete de Alcatéia).

Primeira da Florianópolis

Dos animais nascidos na Fazenda tivemos como destaque:
- Princesa da Florianóplis (Diamante do Encanto x Segurança da Saudade)
=> Matriz que serviu ao criatório do Evaldo Chaves Gouvea (Sítio Boa Esperança - Santo Antônio de Pádua/R.J.), produzindo Django do Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo), Expresso Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo) e Gavião Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo).

- Rainha da Florianópolis (Diamante do Encanto x Primeira da Floriaópolis)
=> Junto com Princesa da Florianópolis foram utilizadas pelo criador Evaldo Chaves Gouvea. Sua produção foi Diadema do Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo), Gangster Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo), Herança do Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo), Indiana do Gouvea (x Destemido do Pica Pau Amarelo). Rainha ainda produziu Encantada do Leleco (x Parabelo da Caduceu) criação de José Alfredo Pires de Almeida (Haras do Leleco - Itaperuna/R.J.).

- Nevoeiro da Florianópolis (Diamante do Encanto x Primeira da Florianópolis)
=> Campeão Mirim na Especializada de Miracema em 1993.

- Safira da Florianópolis (Florete de Alcatéia x Primeira da Florianópolis)
=> Reservada Campeã Potra Jovem na Especializada de Miracema em 1995. Não foi registrada no definitivo, mas foi utilizada como reprodutora pela região, excelente matriz.

Diamante do Encanto (Herdeiro Tabatinga x Hematita do Encanto)

Diamante foi utilizado por outros criadores da região. Seus filhos registrados na A.B.C.C.M.M. foram: Diplomata do Pomba (x Anatomia do Velho Pinheiro), Dinamite do Pomba (x Jamaica Avaí), Nikolai do Velho Pinheiro (x Limeira do Morro Alto), Califa do Vale do Pomba (x Cassoratiba Fadiga), Baqua de Ybiracema (x Negrita do Porvir), Drioso de Miracema (x Almejada de Miracema), Kit de Miracema (x Bandeira de Miracema), Rambo de Miracema (x Aroma de Miracema) e Flor de Miracema (x *Vespa de Miracema).

O Sr. João Pinto Coelho foi mais um dos importantes criadores antigos da cidade de Miracema. Com o seu falecimento a tropa da Fazenda Florianópolis ficou sob propriedade do seu filho João Pinto Coelho Júnior. Este, com o sufixo “Seleção”, deu continuidade à criação de cavalos da raça Mangalarga Marchador.

Herdeiro Tabatinga (Herdade Jupiá x Tabatinga Alhambra)

- Reservado Campeão Nacional Cavalo em Salvador/81 B.A.
- Grande Campeão Nacional da Raça em Brasília/83 D.F.
- Campeão dos Campeões em Brasília/83 D.F.
- Reservado Campeão Nacional Sênior em B.H./86 M.G.
- Reservado Campeão Nacional Sênior em B.H./88 M.G.

João Pinto Coelho (Fazenda Florianópolis - Miracema/R.J.)

sábado, 1 de novembro de 2008

Os Primeiros Registros.

Segue abaixo a lista dos primeiros animais registrados no Livro Aberto em Miracema pela A.B.C.C.M.M.:

- 3948 – 4 = São Roque Guaraina (Tordilha)
- 3949 – 4 = São Roque Picardia (Castanha)
- 3950 – 4 = São Martino Euterpe (Tordilha)
- 3951 – 4 = São Martino Valsa (Tordilha)
- 3952 – 4 = São Martino Tara (Baia)
- 9608 – 4 = Conquista de H.M. (Castanha)
- 9609 – 4 = Bianca H.M.
- 9610 – 4 = Blanche H.M. (Alazã Amarilha)
- 9611 – 4 = Diana de H.M. (Alazã)
- 9612 – 4 = Bandeira de Miracema (Tordilha)
- 9613 – 4 = Baiana do Suisso (Tordilha)
- 9614 – 4 = Fúria do Suisso (Tordilha)
- 9615 – 4 = Marquesa de Miracema (Tordilha)
- 12339 – 4 = Bianca do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 12340 – 4 = Formosa do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 12341 – 4 = Almejada de Miracema (Castanha)
- 12342 – 4 = Atalaia de Miracema (Tordilha)
- 12343 – 4 = Rizete da Saudade (Tordilha)
- 12344 – 4 = Coca Cola da Saudade (Baia)
- 12345 – 4 = Aretuza da Saudade (Tordilha)
- 12346 – 4 = Mistura da Saudade (Alazã)
- 12347 – 4 = Fada da Saudade (Tordilha)
- 12348 – 4 = Sabrina da Saudade (Baia)
- 12349 – 4 = Lena da Saudade (Tordilha)
- 12350 – 4 = Amizade da Saudade (Tordilha)
- 12373 – 4 = São Martino Índia (Castanha)
- 13735 – 4 = Princesa da Saudade (Tordilha)
- 13736 – 4 = Alteza da Saudade (Castanha)
- 14934 – 4 = Dinâmica do Velho Pinheiro (Castanha)
- 14935 – 4 = Anatomia do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 14936 – 4 = Deontina do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 14937 – 4 = Cardinale do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 14938 – 4 = Ondina do Velho Pinheiro (Castanha)
- 14939 – 4 = Dançarina de Dema (Castanha)
- 14942 – 4 = Missangra do Velho Pinheiro (Castanha)
- 14943 – 4 = Rainha do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 14944 – 4 = Copa do Suisso (Tordilha)
- 14945 – 4 = Dama do Suisso (Tordilha)
- 14946 – 4 = Macumba do Suisso
- 14947 – 4 = Blanca do Suisso (Castanha)
- 14951 – 4 = Princesa do Velho Pinheiro (Tordilha)
- 14997 – 4 = Tirolesa de Dema (Tordilha)
- 16866 – 4 = Manon de Dema (Tordilha)
- 18469 – 4 = Valsa do Suisso (Tordilha)
- 20263 – 4 = Boite de Dema (Tordilha Pampa)
- 20264 – 4 = Raçuda de Dema (Tordilha)
- 20265 – 4 = Fada de Dema (Tordilha)
- 20266 – 4 = Favorita de Dema (Tordilha)
- 20267 – 4 = Neblina de Jacomare (Tordilha)
- 21945 – 4 = Segurança da Saudade (Castanha)
- 21947 – 4 = Lembrança da Saudade (Castanha)
- 21948 – 4 = Brasília da Saudade (Castanha)
- 22159 – 4 = São Martino Sacha (Castanha)
- 22160 – 4 = São Martino Aritana (Castanha)
- 22161 – 4 = São Martino Indiana (Castanha)
- 22162 – 4 = São Martino Desiree (Tordilha)
- 22163 – 4 = Soberba de H.M. (Alazã)
- 22164 – 4 = Suprema de H.M. (Alazã)
- 22165 – 4 = Soberana de H.M. (Alazã Amarilha)
- 22166 – 4 = Camurça de Jacanare (Tordilha)
- 22167 – 4 = Castanhola de Dema (Castanha)
- 22848 – 4 = Granada V.8 (Tordilha)
- 22849 – 4 = Samanta V.8 (Castanha)
- 22850 – 4 = Veneza V.8 (Alazã)
- 22851 – 4 = Paloma de Miracema (Pampa de Castanho)
- 22852 – 4 = Íris de Miracema (Pampa de Tordilho)
- 22853 – 4 = Boneca de Dema (Alazã)
- 22854 – 4 = Batizada da Saudade (Tordilha)
- 22855 – 4 = Russinha da Saudade (Tordilha)
- 22856 – 4 = Surpresa da Saudade (Tordilha)
- 22857 – 4 = Mariquinha da Saudade (Tordilha)
- 22860 – 4 = Madrugada do Velho Pinheiro (Castanha)
- 24945 – 4 = Primeira de Florianópolis (Alazã)
- 24967 – 4 = Tirolesa da Santa Emerenciana (Tordilha)
- 27253 – 4 = Safira de H.M. (Alazã)
- 27254 – 4 = Aroma de Miracema (Alazã)
- 27255 – 4 = Energia do Ibitiporã (Baia)
- 27274 – 4 = Delicia da Saudade (Alazã)

domingo, 26 de outubro de 2008

Fazenda Arapoca

Fazenda Arapoca - Além Paraíba/M.G.

Entrevista do criador Geber Moreira em Outubro de 1990, Revista ‘O Cavalo Marchador’ - Ano III, no. 37

"Em 1960, quando julgava uma Exposição em Miracema, no Noroeste Fluminense, deparei-me na pista com um tordilho esbelto, vigoroso e de fisionomia expressiva que, realmente, me deixou obcecado. Não só pelas características raciais, mas sobretudo pela marcha batida, pela elegância com que pateava o chão, pela nobreza do porte, refinado e simétrico, com todas as partes delicadamente reunidas, ossos limpos e lisos, articulações e tendões definidos, andamento fácil e equilibrado.
Na verdade eu estava conhecendo, naquele instante, o grande Chocolate. Marchador exímio, que sabia dosar com segurança o tempo de apoio de cada fase do andamento, proporcionando ao cavaleiro a comodidade inigualável da autêntica marcha batida.
Parti para a compra do animal. Foi coisa muito difícil e concorrida, e que só se consumou, dias depois, pela interferência de Zélio Faria, um amigo comum que conduziu as negociações.
O dia em que Chocolate chegou-me à Fazenda foi dia de festa. Lembro-me que cavalguei por toda a tarde no gozo daquela maciez que se desdobrava pela vadiagem da campina. Intrigou-me o “R” que Chocolate trazia na perna direita. Aqueles eram tempos em que poucos vibravam com o cavalo. Tanto que disputei o Chocolate com um querido amigo e grande empresário que desejava comprá-lo para a sela de sua filha, já tendo decidido pela sua castração. Mas “homens do cavalo” sempre existiram. Éramos um pequeno grupo, na Região, mas muito unidos e amarrados no assunto: Cid Procópio, Evaldo, Erico Ribeiro Junqueira, Pequeno Silveira, Alberi, Messiinha, Miguel Cabreira... Foi, por sinal, o Cabreira quem identificou o criatório. Bom cavaleiro, de grande vivência no comércio de eqüídeos, foi ele quem resolveu a questão ao revelar-me que o cavalo era cria do Sul de Minas, procedente da Fazenda Bela Cruz, titular da marca “R”.
A Curiosidade levou-me até lá, numa viagem difícil – com pernoite no Favacho de Rubens – já que as estradas eram de terra e o tempo de vento e tempestades.
Nessa oportunidade conheci Ivã, selando uma amizade que se confunde com a paisagem e aqueles largos horizontes azulados do Sul de Minas. Foi Ivã quem me conduziu à Bela Cruz.
É interessante registrar nesse depoimento que ao contactar Ivã, após ter descrito a marcha que perseguia, Ivã, com certo desânimo, me afirmou que eu não iria encontrá-la na Bela Cruz, onde a preferência era pelos animais “de toada”, usados nas caças ao veado.
Fui assim mesmo. Queria conhecer o berço do Chocolate.
Lá chegando, numa manhã fria de junho, com o céu enegrecido por uma chuva torrencial, conheci Argentino, um amigo que cultivaria com regularidade. Ele tinha sido colega de meu pai, no Internato do velho Ginásio de Leopoldina (M.G.).
Na oportunidade, falei a Argentino que queria ver sua eguada.
Lembro-me que ele estranhou. Julgou-me a procura de gado leiteiro.
“- Não, Argentino, retruquei, eu quero mesmo é ver a eguada”.
Fomos almoçar (já eram 9h 30 m da manhã), enquanto os peões juntavam as éguas espalhadas pelos campos da Bela Cruz.
Valeu a pena. Lá pelas 11 horas, adentrava o curral chefiado por uma tordilha soberba, o plantel que eu buscava, com a ânsia de um bandeirante que não media esforços para descobrir as esmeraldas do seu sonho e da sua obstinação.

Apartei o que me interessou. Fechado o negócio, Argentino ajudou-me a adquirir as demais éguas do criatório Bela Cruz que se encontravam em mãos dos outros herdeiros. Foi uma peregrinação de meses atrás do Minelli, do Dr. Maciel, do Cornélio, do Vadico, bem como dos proprietários de animais oriundos do rebanho, que guardavam o andamento em marcha batida.
Consegui cerca de 48 éguas. Lindas, estruturadas, marchadeiras, representantes legítimas de um Sul de Minas e que plasmou a Raça Mangalarga Marchador com características próprias, bem definidas e que resistiram a todos os “modismo” e “invencionices”.
Com todo este material genético, fechei o meu criatório. As éguas, como os “pães da Bíblia”, se multiplicaram. São mais de 160, em dias de hoje. Fui de fidelidade, à toda prova, à Bela Cruz. Preservei-lhe o sangue. Divulguei-lhe o sufixo. Cultivei-lhe as qualidades. Dediquei-me à preservação da raça como ela é, sem permitir miscigenação, certo de que um verdadeiro criador de cavalos orienta sua criação por toda vida olhando muitos anos à frente e sem vacilar durante o longo tempo necessário para colher resultados significativos.
Estou gratificado com o trabalho desenvolvido com a minha eguada e meus reprodutores Bela Cruz. Não há hipótese de nascer na Arapoca um Mangalarga que não marche. Os potrinhos de dez dias marcham exatamente como os animais adultos. A marcha é hoje a marca registrada da ARAPOCA.

Ott Adams, célebre criador de cavalos Quarto-de Milha, do Sul do Texas, disse certa vez que “a única maneira de obter velocidade era de se cruzar velocidade com velocidade”. Pois aos companheiros do Mangalarga Marchador digo eu:
“ – A maneira de se obter marcha é a de se cruzar marcha com marcha.”

Foi o que fiz."

Geber Moreira iniciou seu trabalho centenário na Fazenda Arapoca por influência de uma Exposição julgada em Miracema na década de 60. Mais uma vez observamos a forte tradição do cavalo Mangalarga Marchador na cidade de Miracema.

domingo, 12 de outubro de 2008

Boite de Miracema

Boite de Miracema

- 1º. Reprodutriz do Estado do Rio de Janeiro do Ranking 2001.
- 10º. Reprodutriz do Brasil do Ranking 2001.

Boite é oriunda da Fazenda do Angico do criador Alexandre Magno de Paula Ramos, nasceu no ano de 1987 de pelagem pampa de tordilho. Era filha da matriz Íris de Miracema (Triunfo de Miracema x Bandeira de Miracema) no cavalo Incêndio B.R. (Ara Solar x Suzana B.R.). Pelo motivo do reprodutor Incêndio B.R. não ser registrado no definitivo, sendo apenas controlado, Boite foi colocada como sendo filha do Espião da Gironda x Boite de Dema para obtenção do registro. Como na época existia uma grande recriminação por animais de pelagem pampa, Boite logo cedo foi descartada da Fazenda do Angico, sendo vendida em leilão realizado na cidade de Santo Antônio de Pádua, onde foi adquirida pelo criador Edílson Silva de Oliveira (Haras Horeb).
Na tropa Horeb Boite teve como produção: Ametista Horeb (x Chimarrão do Simão), Talismã Horeb (x Corsário do Rancho Alto) e Fantasia Horeb (x Corsário do Rancho Alto). E foi com pampa de trodilho Talismã Horeb que Boite ficou conhecida nacionalmente.
Talismã Horeb iniciou sua carreira em pista já com idade avançada, mas se tornou o 1º. melhor cavalo do Estado do Rio de Janeiro e 3º. melhor cavalo do Brasil do Ranking de 2001. Com esses títulos, Boite se tornou a 1º. Reprodutriz do Estado do Rio de Janeiro e ficou entre as dez melhores matrizes do Brasil do Ranking de 2001.

Talismã Horeb (Corsário do Rancho Alto x Boite de Miracema)

- Campeão Nacional de Marcha em Belo Horizonte/01 M.G.
- Reservado Campeão Nacional C.B.M. em Belo Horizonte/01 M.G.

Filhos da Boite registrados na A.B.C.C.M.M.:
- Ametista Horeb (x Chimarrão do Simão)
- Talismã Horeb (x Corsário do Rancho Alto)
- Fantasia Horeb (x Corsário do Rancho Alto)
- Potira da Sabe (x Corsário do Rancho Alto)
- Justiça do Pomba (x Corsário do Rancho Alto)
- Laís do Pomba (x Corsário do Rancho Alto)

Boite foi mais uma das grandes matrizes criadas em Miracema sendo destaque nacional no mundo do cavalo Mangalarga Marchador.
Boite de Miracema: Reg. 030856 - 6 (RUM)
Criador: Alexandre Magno de Paula Ramos (Fazenda do Angico - Miracema/R.J.)